"O que confia no Senhor, esse é feliz ". Provérbios 16.20

domingo, 10 de outubro de 2010

O funcionário público e as eleições

As eleições na capital são decididas pelos funcionários públicos estaduais, como sempre foi dito? ?? Bem, os funcionários públicos dos últimos governos estaduais estiveram insatisfeitos com o seu patrão – o governador. E os candidatos da situação sempre perderam em Aracaju.

O resultado das eleições na capital - mais que uma preferência por candidato “a” ou “b”, grupo político “a” ou “b” –, reflete a insatisfação por quem está no poder com relação a sua política referente ao funcionário público. A lógica é que na capital está a maior parte dos funcionários públicos, eleitor mais politizado e melhor acompanhador das administrações públicas, o que dá maior equilíbrio às eleições estaduais, compensando a manipulação pública por quem está no poder. Muitas vezes são apenas votos de protesto, o que engana muita gente circunstancialmente bem votada.

INVERSÃO - Excetuando Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros (que formam a grande Aracaju), no interior, histórico reduto eleitoral do PFL - hoje DEM, a vitória de Déda foi de 89.800 votos sobre João (357.824/268.024, respectivamente), e na Grande Aracaju, há tempos reduto do PT e partidos progressistas, a vitória de João foi de 18.796 votos sobre Déda (198.195/179.399, respectivamente), perfazendo um resultado final de 71.004 votos pró Déda.

Na eleição passada o candidato Déda obteve 524.826 votos e nessa eleição, já governador, ele obteve 537.223 votos, portanto 12.397 a mais que na eleição anterior. João, Governador, obteve 450.405 votos e nessa eleição, obteve 466.219 votos, portanto 15.814 a mais que na eleição anterior. No geral (tendo por parâmetro os números da eleição anterior), João aumentou 3.417 votos a mais que Déda na eleição atual (15.814 – 12.397) portanto, no geral a diferença final entre Déda e João diminuiu em 3.417 votos, ou seja, de 74.421 para 71.004. Significa que a vitória de Déda sobre João agora foi menor que na eleição de 2006.

Autor: Alberto Magalhães

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